"Jung via a tecnologia como um malefício para as pessoas e a sociedade em geral". Esta é uma opinião bastante comum entre as pessoas que estudam Psicologia, mas é correto afirmar isso? É certo que a opção de Jung por construir uma casa afastada da cidade, onde não havia luz elétrica nem os confortos da vida moderna, pode levar muita gente a pensar que sim, que Jung foi uma espécie de primitivista, alguém que condena as formas tecnológicas de interação com o ambiente e com as outras pessoas. Se fosse assim, Jung não estaria sozinho, já que vários pensadores contemporâneos dele tomaram esta mesma postura crítica (os mais conhecidos foram Heidegger, Jacques Ellul e Ivan Illich).
Mas, por outro lado, que outro pensador antecipou o mundo em que vivemos melhor que Jung? O mundo da internet - que permitiu o aparecimento de uma multidão de novas identidades e de formas de ser - não teria sido Jung o seu precursor?
A rapidez como arquétipos esquecidos surgiram na internet - apesar do "nivelamento" que as grandes corporações buscam promover nas rede sociais - é prova da atualidade de Jung para o entendimento desta nova etapa do desenvolvimento humano.
Diferente dos aparatos mecânicos - que são "sem coração" -, a tecnologia digital permitiu o (re)surgimento do Espírito. Por isso, ela tem a necessidade de entender a si própria, e ninguém melhor que Jung para ajudar nesta tarefa!

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