Há 10 anos, soldados americanos executaram Bin Laden em sua casa, no Paquistão.
10 anos antes disso, as Torres Gêmeas tinham sido derrubadas em Nova York, e o Islã virou sinônimo de fanatismo para as pessoas no Ocidente. Não que a religião de Muhamad tivesse até então um conceito muito bom por aqui, como Edward Said mostrou no seu livro Orientalismo, mas a imagem do Islamismo piorou muito depois que este guru do islamismo militante apareceu nos noticiários como sendo a mente por trás do ataque em que morreram tantas pessoas inocentes. Com cara de profeta do deserto, Bin Laden lembra um Velho Sábio arquetípico, mas o Velho Sábio em seu aspecto sombrio e assustador: um gênio do Mal.
Jung sempre teve contato com a cultura islâmica, sejo pelo trabalho de seu pai (estudioso dessa religião), seja pelas viagens que fez a países muçulmanos e até pelos sonhos que teve com este tema. O Islã atraía Jung. E em Ascona, em uma das reuniões do grupo Eranos, ele teve a oportunidade de conhecer o francês Henry Corbin, professor da Sorbonne, que entendia tudo da espiritualidade daqueles povos, em especial o sufismo iraniano. Através de Corbin, Jung pode entrar em contato com o lado luminoso daquilo que Bin Laden representa sombriamente.
A obra de Henry Corbin foi uma das principais inspirações para James Hillman, quando ele criou a Psicologia Arquetípica. Seguirei falando sobre este tema em outra postagem.
(abaixo, Jung e Corbin em Ascona)


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