É o azul do céu.
Isso porque a expressão é, na verdade, um resto da crença muito popular na Antiguidade de que um raio pode cair em um dia de céu azul, sem nuvens, e pode atingir uma pessoa, subitamente (sem o aviso prévio dos trovões e do mau tempo se formando).
Essa mágica atmosférica é igual a quando a chuva cai ao mesmo tempo que o sol brilha através das nuvens: há uma mudança na qualidade do momento, que se torna "especial".
Nossa vida comum e nosso mundo cinza parece que se re-encantam.
É claro que do céu azul nenhum raio pode vir, assim como em uma vida tediosa ninguém espera que algo surpreendente aconteça. Mas como é, então, que do meio do tédio e das nossas preocupações algumas vezes surgem grandes ideias?
Na filosofia, esse momentos de clareza sobre a vida são chamados de epifanias: são aparecimentos do divino na vida mundana. Na psicologia, eles são chamados de insights.
Não há como forçar o seu aparecimento,
nem como se preparar para receber este raio.

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