30/08/2021

Skyrim

 Skyrim é um dos melhores e mais bem recebidos videogames já lançados até hoje: foi criado originalmente para o PlayStation 3 e o Xbox 360, em 2011, mas tem ganhado versões atualizadas em todos os novos consoles depois disso. Em novembro, Skyrim completa 10 anos e terá o lançamento de uma "série especial" comemorativa da data.

Mas o que é que faz que as pessoas ainda gostem e queiram jogar um jogo tão antigo? Em geral, se diz que é porque Skyrim é um jogo de "mundo aberto" - em que você pode andar à vontade pelos ambientes sem ter que se preocupar em vencer desafios, matar inimigos ou marcar pontos - que vem acompanhado de cenários muito bonitos e uma trilha musical fantástica, feita por Jeremy Soule. O resultado é os jogadores andarem, muitas vezes, por este mundo de um jeito despreocupado, quase sonhador. Por isso, Skyrim continuaria sendo atraente até hoje, já que o mundo real não permite mais esse tipo de encantamento (estamos sempre atrasados, ansiosos ou assustados na rua).

Na minha opinião, a razão da sobrevida deste jogo é outra: Skyrim parece um sonho, um sonho para o qual se pode voltar.  

Sonhos são evanescentes, não permanecem conosco (mal acordamos e já se foram), mas este videogame permite o retorno a uma realidade virtual que está lá nos esperando do jeito que a deixamos da última vez. É quase difícil de acreditar: enfrentamos dragões e monstros - como nos sonhos - mas temos a chance de nos afastarmos do conflito e ver o que há além, nesse mundo. Alguns sonhos nos permitem esses passeios, mas são raros. Jung mesmo relata alguns desse tipo, em que ele anda por uma casa e descobre passagens que o levam a outros ambientes, e assim por diante. 


Imagine: longe de dragões, monstros e assassinos, só você e o mundo, sua curiosidade e a vontade de viver.




Este vídeo, do canal Like Stories of Old, faz uma leitura arquetípica de Skyrim, interpretando o jogo como um "espaço sagrado". Vale a pena conferir!

Nenhum comentário:

Postar um comentário