03/03/2021

A bruxa

 


Helena Blavatsky foi uma aristocrata russa que casou muito cedo, mas logo se separou do marido e foi fazer uma viagem pelo mundo que durou 9 anos. O que ela buscava? Liberdade, com certeza, mas também conhecimento espiritual. Ela foi primeiro à Índia, onde se converteu ao Budismo (uma das primeiras pessoas do Ocidente a fazê-lo) e, já a partir desta experiência, começou a escrever. Seu primeiro livro, que é até hoje uma referência para quem quer conhecer a filosofia budista, se chama A voz do silêncio e foi relançado recentemente com uma introdução do Dalai Lama.

Depois da Índia, Helena - ou Madame Blavatsky, como passou a ser conhecida - seguiu na sua busca, indo ao Canadá (para se encontrar com os xamãs das culturas indígenas), ao Tibet, a Paris (para conhecer um hipnólogo famoso) e à Europa Oriental (onde estudou a Cabala com rabinos). Por fim, voltou ao Tibet, e a partir daí os encontros que teve mais parecem fantasias dela do que fatos reais: lá ela teria encontrado certos "Mestres" com poderes sobrenaturais, que supostamente lhe apresentaram um texto em uma língua desconhecida. Depois que os tais Mestres ensinaram Madame Blavatsky a falar esta língua, deram a ela a tarefa de "traduzir" o texto e apresentar ele aos leitores do Ocidente. E assim nasceu a Teosofia, uma doutrina religiosa baseada em textos "revelados" a Madame Blavatsky e aos seguidores mais próximos que ela veio a conhecer nos Estados Unidos mais tarde.

Se devemos acreditar nas revelações de Helena Blavatsky é uma questão em aberto, mas não há dúvida de que ela foi uma personagem humana extraordinária, cuja biografia vale a pena conhecer. 

Sua vida terminou em 1890, em uma pandemia de gripe que hoje se sabe ter sido causada por um coronavírus semelhante ao que hoje nos atormenta. 

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